MENU

Sincronicidade e Feng Shui Vanda Passos, 11 de Julho de 2018

O que é sincronicidade? Conceito criado  por Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço,  criador da psicologia analítica. Trabalhou com Freud, desenvolvendo trabalho significativo no campo da psicologia e psiquiatria. Entre muitos outros cientistas/médicos, trabalhou com o físico Wolfgang Pauli, dando origem a estudos entre física e psicologia, na busca de bases científicas para o conceito de sincronicidade, que diz que muitas situações não são apenas causa e efeito ao acaso, são eventos ou relações significativas que ocorrem em condições energéticas especiais e onde a lei do causa-efeito não se aplica. Estando atentos, muitas vezes apercebemo-nos de situações em que nos acontece determinada coisa que nos faz pensar em algo e logo de seguida, outra situação diferente que nos leva ao mesmo pensamento. Como Jung diz “... coincidência, no tempo, de dois ou vários eventos, sem relação causal mas com o mesmo conteúdo significativo.” Tentando simplificar, vejo os fenómenos sincronísticos como sinais de trânsito na estrada que é a vida. Se tivermos atentos e conseguirmos compreendê-los, a condução ou caminhada será menos acidentada.
Em Feng Shui, ao analisar um espaço, sendo pelo método Clássico ou Contemporâneo, encontramos “sinais” na casa que nos dizem situações que o habitante vive, como um novo amor, prosperidade, problemas financeiros, doença, … Se o encontramos, se vemos esses sinais, e a pessoa em questão nos confirma que é verdade, que isso realmente se passa consigo, é porque são sincronicidades, comunições do que está a acontecer. Jung diz “... a simultaneidade de um estado psíquico com um ou vários acontecimentos que aparecem como paralelos significativos de um estado subjetivo momentâneo e, em certas circunstâncias, também vice-versa.” Ou seja, em Feng Shui tratamos a casa com efeitos no habitante, para curar os seus males, atuando sobre os acontecimentos significativos manifestos na casa, conforme o conceito de Carl Jung.
Aumentando o nível energético, o nível vibracional, torna o individuo mais receptivo, atento às sincronicidades que acontecem diariamente na sua vida.
Harmonizando as Energias do espaço que habita, aumentando o bem estar, aumenta o nível energético do habitante. 
Carl Jung também se debruçou com o seu olhar científico sobre a Metafísica chinesa, usando e estudando durante grande parte da sua vida o Oráculo I Ching, o que o levou até a escrever o prefácio de um marcante livro de I Ching, ou Livro das Mutações, a tradução para a cultura ocidental executada por Richard Wilhelm, seu amigo. Neste prefácio, ele escreve que um hexagrama obtido em determinado momento, de forma ao acaso, como jogar 3 moedas e sair cara ou coroa, diz respeito a esse momento, indicando o essencial que prevalece no momento que foi obtido, como resposta à pergunta colocada, relacionando-se com o inconsciente do indivíduo que faz a pergunta, assim como suas circunstâncias físicas. Para Carl Jung, estas respostas são alimento para a alma, que deve ser analisado e meditado, comprendido e usado pelo próprio para seu auto-conhecimento, de forma a evoluir. Aliás, ele reforça diversas vezes que o Livro das Mutações insiste no auto-conhecimento.
Os 64 hexagramas apresentados no I Ching, constituidos pelos oito trigramas, em mandarim: Ba Gua, são também um método utilizado em Feng shui, em que analisamos o significado e a relação entre os dois trigramas que compõem o hexagrama, e/ou consultamos o grande Livro das Mutações para obter o seu significado nectarino, A comunicação de Deus, do Universo, Divina, que ajuda a perceber os desafios da vida, os degraus colocados no caminho de ascenção ao crescimento espiritual, à evolução do individuo, na sua busca pela felicidade e equilíbrio entre o yin e o yang.