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I Ching, Mudanças e Mutações Ana Brisio, 08 de Novembro de 2016

Durante séculos, Filósofos, políticos, psicólogos e eruditos das mais diversas áreas, recorrem ao I Ching pedindo informação, esclarecimento e orientação de modo a obterem uma maior clareza, consciência e discernimento sobre os temas ou situações que os ocupam.
É de tal forma precisa e abrangente a sabedoria contida nesta obra, que se acredita que as obras “Arte da Guerra” e o “Tao Te Ching” tenham sido inspirados nos seus ensinamentos.
 
O entendimento dos dois ideogramas que compõem o seu nome ajuda-nos a perceber o que esta obra nos propõe: Yi Jing.
 
O primeiro, YI, é composto pelos símbolos do sol e da chuva. A noção de que tudo na natureza e na vida tem um ciclo natural de nascimento, crescimento, decréscimo e morte é o resultado de um processo de mudança permanente e inevitável. O sol dá lugar á chuva, depois da chuva vem o sol e assim sucessivamente. É a evolução e sucessão de fenómenos que nos induzem o conceito de tempo. Uma das coisas que o I Ching nos ensina é que há um tempo certo para tudo e tudo tem o seu tempo certo. A consciência do que o tempo nos pede e de qual a ação correta a tomar perante uma determinada situação, permite ao homem percorrer um caminho fácil, simples e natural.
 
“Fácil, simples, natural” são também  significados que se atribuem a este ideograma. E assim é o processo de mudança quando o Homem age de acordo com o tempo: tudo flui natural e saudavelmente.
 
O segundo ideograma, JING, é o nome geral de todos os grandes Livros ou Livros-mestres e, literalmente, significa “regra, norma, experiência”.
Sabendo que os 64 hexagramas que compõem o corpo deste livro representam todos os momentos possíveis da vida coletiva e individual do homem, os instantes “fotografados” pelo I Ching não são estáticos e permitem a quem o consulta encontrar as respostas às suas questões.
 
Este Grande Livro pode ser visto como um poderoso manual de estratégia para vida, esclarecendo-nos acerca de cada momento ou situação que se apresente perante nós, facultando-nos informação preciosa que se esconde atrás do véu das nossas perceções, crenças e ilusões.
 
 
Note-se que o I Ching ocupa-se do presente, pois apenas no presente o Homem pode agir. Mais do que uma ferramenta de adivinhação, ele é uma poderosa ferramenta de diagnóstico e de tomada de consciência que nos incita à ação correta.