MENU

Entrevista com Paula Oliveira Paula Oliveira, 04 de Maio de 2015

Como nasceu o teu interesse pelo Feng Shui?
O meu interesse por Feng Shui começou em 2005. Inicialmente interessei-me pelas leituras sobre o assunto. Depressa percebi que o conteúdo dos livros mais populares dão uma visão muito superficial da matéria que o que, para mim, não era suficiente. Sentia, naquele momento da minha vida uma necessidade muito concreta de aprender a “deixar fluir”,de libertar a tendência de controlar tudo o que me acontecia com as forças do meu ego e, principalmente de deixar de me sentir “culpada” quando algo não corria dentro das minhas expetativas. Quem me estiver a ler pode perguntar-se “mas que é que isto tem a ver com Feng Shui?...”Na minha verdade tem tudo: Conhecem alguma energia mais fluída do que a do Vento e da Água? Para vos dizer a verdade foi uma experiencia contemplativa que tive junto a um rio que me “soprou” este caminho.

Que abordagem seguiste para desenvolver o teu conhecimento?
Quando os livros deixaram de saciar a minha sede de conhecimento procurei um curso sobre Feng Shui, isto ainda em 2005. Encontrei a Escola Nacional de Feng Shui e foi, realmente, um encontro muito forte: um abrir de portas mentais e emocionais, um libertar de bagagem física e mental que muitos reconhecem e que nos prende e nos faz arrastar em vez de caminhar com a verticalidade que merecemos e que nos faz Humanos. Essencialmente o que fiz neste primeiro ano de curso foi ESCUTAR com todos sentidos pois tudo era tão novo e diferente de todos os ensinamentos que já tinha experienciado mas, ao mesmo tempo, tão familiar e natural. E, como compreendem, uma experiencia como a que descrevo precisou de tempo para ser verdadeiramente digerida e integrada. No meu caso fiz um ano de curso em 2005/2006 e só voltei à escola de Feng Shui em 2013/2014. Entretanto caminhei pela Macrobiótica, Jin Shin Jyutsu e Chi Kung.

O que mudou na tua vida?
Compreender os pilares do ensinamento oriental como o princípio da polaridade de Yin e Yang e a teoria das cinco transformações e outros mais atuais mas também muito importantes como a Astrologia do KI das 9 Estrelas foi, para mim, um levantar de um véu e um reconhecimento da minha essência e dos meus ciclos. E foi, principalmente, uma lição de humildade e de reorganização das minhas prioridades. Aprendi a conhecer-me, a conhecer os meus limites e a escutar-me e a atuar com consciência no espaço que me rodeia. E este é um processo em contínuo desenvolvimento

Tens algum caso prático para contar? Algum caso de sucesso ou insucesso?
O encontro com o Feng Shui Clássico após um ciclo completo de 9 anos tem sido uma aventura surpreendente. O encontro é recente e eu não gosto de colocar as coisas em polos de “bom” “ mau”, “resulta” “não resulta” porque tudo tem o seu lugar quando a perspetiva é experienciar e aprender e é isso que quero continuar a fazer: estudar, aplicar, Apreender!

Queres deixar conselhos para quem queira seguir a via do Feng Shui?
Gostaria de dizer a todos os que se interessam por Feng Shui e que sentem o chamamento para aprender mais que existe, na minha opinião, verdadeira desinformação relativamente a esta matéria. Se há algo que aprendi até hoje é que Feng Shui Clássico não é decoração, não é simples harmonização de espaços, com uma cor ali e com uma fonte acolá; quando muito é a harmonização do nosso espaço interno de modo a reconhecer e compreender as forças que influenciam a nossa vida, direcionar com consciência as que nos podem influenciar positivamente e redirecionar as que nos podem prejudicar. E isto precisa de tempo, estudo e dedicação.

Também existe o preconceito de que o Feng Shui Clássico não pode verdadeiramente ser estudado ou compreendido no ocidente pois é um conhecimento oriental de difícil acesso e muito difícil de apreender. Eu não partilho desta opinião: Pegando no Xuan Kong Fei Sin, método que é apenas ensinado na nossa escola, mais vulgarmente conhecido por Estrelas Voadoras, eu pergunto: por acaso as estrelas que influenciam os orientais são diferentes das que estão sobre nós? O que é preciso é estudo, aplicação, dedicação e observação tal como fizeram os mestres do passado. E, como eles, se soubermos trilhar o caminho e respeitar o FENG SHUI poderemos abrir as portas ao manancial de prosperidade e bênçãos que, para mim, é a verdadeira mensagem do “ Vento e Água”.